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Opinião: Quando o Executivo esquece seus limites: a resposta firme do vereador Welton Lemos à Limpa GYN

Opinião: Quando o Executivo esquece seus limites: a resposta firme do vereador Welton Lemos à Limpa GYN

O episódio recente envolvendo a declaração do diretor da Limpa GYN e a resposta do vereador Welton Lemos traz à tona um tema essencial para a vida pública: os limites entre a atuação administrativa e o papel do Legislativo.

Ao afirmar em entrevista ao jornal O Popular que a CEI seria desnecessária, o diretor Renan Andrade da empresa tentou desqualificar um instrumento legítimo do Parlamento. A Comissão Especial de Inquérito não é capricho de vereador, mas sim uma prerrogativa legal e constitucional de fiscalização, especialmente quando surgem indícios de irregularidades.

A reação do presidente da comissão, vereador Welton Lemos, embora marcada por firmeza e até certo tom duro ao se referir ao “bedelho”, revela uma defesa necessária do espaço institucional. Há uma linha que precisa ser respeitada: gestores de empresas contratadas pelo poder público devem prestar contas de seus atos e não interferir na condução política da Câmara Municipal.

Não se trata de uma disputa de vaidades, mas da manutenção do equilíbrio democrático. O Legislativo investiga, questiona e cobra transparência. O Executivo e as empresas que o servem têm o dever de responder. Tentar deslegitimar uma CEI é, em última análise, tentar enfraquecer a própria democracia local.

Nesse cenário, a fala de Welton Lemos deve ser entendida como um recado claro: a Câmara de Goiânia não se intimidará diante de tentativas de desestabilização. O trabalho precisa seguir seu curso e, no momento certo, caberá ao diretor da Limpa GYN esclarecer os pontos que a comissão julgar necessários.

A cidade merece respostas — e o Parlamento, respeito.

Danny Souza – Jornalista

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