Um levantamento recente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que o Dia das Mães continua sendo a segunda data mais relevante para o comércio brasileiro, ficando atrás apenas do Natal. Em 2025, o período gerou mais de R$ 14 bilhões em vendas, apresentando crescimento real mesmo em um cenário de juros altos e crédito mais limitado. Para 2026, a projeção é de uma expansão mais moderada.
Em Goiânia, a Região da 44 — reconhecida como o segundo maior polo de moda do país — também segue essa tendência, com o Dia das Mães figurando como a principal data do primeiro semestre. De acordo com o presidente da Associação Empresarial da Região da Rua 44 (AER44), Sérgio Naves, a expectativa é de um aumento de até 3% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo ele, as últimas semanas já registraram um bom fluxo, impulsionado principalmente por compradores de atacado, que anteciparam suas aquisições para abastecer os estoques. Esse movimento inicial, observado no começo de abril, serve como indicativo positivo para os dias que antecedem a data, quando a procura deve crescer com a chegada dos consumidores do varejo.
A expectativa é que, apenas nesta semana, cerca de 100 mil pessoas circulem pela Região da 44, sendo aproximadamente 40 mil concentradas na sexta-feira e no sábado.
Com o objetivo de atrair ainda mais clientes, os centros de compras da região têm investido em estratégias desde o início do mês, mirando tanto o público varejista quanto o chamado “atacarejo” — modalidade em que o consumidor adquire maiores quantidades para aproveitar preços mais baixos.
A proximidade do feriado do Dia do Trabalho também deve impactar o funcionamento do comércio local. Muitos lojistas pretendem abrir as portas, mas, no dia 1º de maio, apenas estabelecimentos operados pelos próprios proprietários poderão funcionar, conforme a legislação. Já no sábado, a maioria das lojas, galerias e shoppings da região deverá atender normalmente, das 8h às 18h.








