Opará: Cultura, Resistência e Arte que Florescem na Periferia de Goianira

Opará: Cultura, Resistência e Arte que Florescem na Periferia de Goianira

A Comunidade Opará (ilê Axé Omim Opará e Jurema) tem desenvolvido ao longo dos anos um trabalho persistente de preservação das tradições culturais ligadas aos povos de terreiros, povos originários e comunidade pertiférica. Entre suas atividades, destaca-se as aulas de dança, música, corte e costura e gastronomia ligadas às tradições afro-brasileiras. Todas essas ações envolvem diretamente a população local (Jardim Florença 1), bairro periférico e sem aparatos culturais, situado na região leste de Goianira, Goiás.

Homens e mulheres, cis e trans, negros e negras, comunidade LGBTQIAPN+, idosos e mulheres em situação de violência doméstica encontram nas oficinas e atividades culturais, um meio de escape das agruras do dia a dia.

Desde 2023 a Comunidade Opará tem encenado, de forma modesta e tímida, por falta de apoio financeiro, a peça musical “Olubajé: o banquete do Rei”, que retrata passagem de um Rei africano mitológico. Nossa equipe de jornalismo esteve presente na encenação de 2024 e presenciou algo emocionante, pois eram pessoas comuns se esforçando para atuar da melhor forma, transmitindo muita responsabilidade e comprometimento.

A responsável pela Comunidade Opará, Marissandra Ferreira da Silva, espera que até 2026, seja obtido apoio financeiro em forma de patrocinios empresariais ou estatais para que a encenação ganhe as praças e espaços públicos de Goianira, levando arte e cultura para milhares de pessoas que vivem nas periferias à margem dos grandiosos e carríssimo espetáculos que dominam o cenário cultural goiano.

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