Vereador de São Luiz do Norte Enfrenta Denúncia por Quebra de Decoro Após Prisão por Importunação Sexual

Vereador de São Luiz do Norte Enfrenta Denúncia por Quebra de Decoro Após Prisão por Importunação Sexual

A crise política envolvendo o vereador Wallace Pereira (PDT), de São Luiz do Norte, ganhou novos desdobramentos na Câmara Municipal. O parlamentar, que havia sido preso em flagrante por importunação sexual contra um jovem de 19 anos, tornou-se agora alvo de uma denúncia por quebra de decoro parlamentar, formalizada pelo 1º suplente da Casa, Robson Carvalho de Souza.

A acusação, fundamentada no flagrante de agressão sexual, coloca o mandato de Wallace Pereira em risco. Robson Carvalho, diplomado como suplente, embasou sua denúncia no Decreto-Lei nº 201/67, que regula a cassação de mandatos de prefeitos e vereadores, além da Lei Orgânica Municipal, argumentando que o ato praticado pelo parlamentar fere a dignidade e o decoro exigidos pelo cargo público.

A Câmara Municipal deve agora analisar o pedido e decidir se instaurará uma Comissão Processante para investigar a conduta do vereador, o que pode resultar na perda definitiva do mandato.

O caso ganhou repercussão após o episódio ocorrido na última quarta-feira (8). O vereador foi preso em flagrante depois que o rapaz, de 19 anos, relatou à polícia que Wallace o tocou nas nádegas e em outras partes do corpo de “forma lasciva”. Segundo a vítima, ele estava hospedado em uma kitnet cedida pelo vereador para estudar na cidade.

O delegado Domênico Rocha confirmou que o parlamentar chegou a confessar o ato, descrevendo-o como “um momento de descontrole”. A polícia também teve acesso a conversas por aplicativo que corroboraram a denúncia. Apesar da prisão, a Justiça concedeu liberdade provisória, permitindo que o vereador responda ao processo em liberdade.

Em nota, a defesa de Wallace Pereira Sant’Ana confirmou a liberdade provisória e declarou que o processo “segue em fase de investigação”. Os advogados afirmaram ter “confiança na Justiça” e defenderam que “a verdade prevalecerá sobre qualquer julgamento precipitado ou baseado em suposições sociais”.

Mesmo em liberdade, o vereador enfrenta agora forte pressão política e o risco de cassação do mandato, após o suplente formalizar o pedido para assumir a vaga na Câmara.

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