As maternidades municipais Dona Iris, Célia Câmara e Nascer Cidadão iniciaram a semana com parte dos atendimentos suspensos. Conforme anunciado anteriormente pela Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc), responsável pela gestão das unidades, desde a manhã desta segunda-feira (7/7) as maternidades deixaram de realizar consultas ambulatoriais, exames, cirurgias eletivas e também de receber pacientes encaminhados pela Central de Regulação Municipal.
Segundo a Fundahc, a paralisação é consequência da falta de insumos básicos, ocasionada pelo não pagamento a fornecedores e prestadores de serviços — responsabilidade atribuída à Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS). Apenas os atendimentos a pacientes já internados e a gestantes com pré-natal em andamento foram mantidos.
Na Maternidade Célia Câmara, a situação é ainda mais crítica: nem partos normais nem cesáreas estão sendo realizados, devido à suspensão do serviço de anestesiologia.
Em nota, a Fundahc afirma que a dívida da Prefeitura de Goiânia com a entidade chega a R$ 148,5 milhões. O valor inclui obrigações sociais, trabalhistas, fiscais, além de dívidas com fornecedores, despesas administrativas e parcelamentos junto à Receita Federal.
A Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, negou as acusações. Em nota, a SMS declarou que “todos os repasses à instituição foram realizados em dia e acima do valor pactuado de R$ 12,5 milhões por mês, destinados à amortização das dívidas herdadas da gestão anterior”.








