Joviânia: prefeito, vice-prefeito, presidente da Câmara e vice-presidente são cassados

Joviânia: prefeito, vice-prefeito, presidente da Câmara e vice-presidente são cassados

A juíza eleitoral Danila Cláudia Le Sueur Ramaldes, da 45ª zona eleitoral de Pontalina, determinou na tarde da última sexta-feira (8) a cassação dos mandatos do prefeito de Joviânia, Max Barbosa, do vice-prefeito Roudison Sabino Muniz, do presidente da Câmara Municipal, vereador Flávio Martins de Sousa, e do vice-presidente João Paulo Ferreira Rezende. A decisão foi tomada após condenação por compra de votos nas eleições municipais de 2024.

Como o presidente e o vice da Câmara são os primeiros na linha sucessória para assumir o Executivo em caso de vacância dos cargos de prefeito e vice-prefeito, e ambos perderam o diploma, a juíza determinou a realização imediata de uma nova eleição para escolha da Mesa Diretora da Câmara. Após o trânsito em julgado da sentença, caso a decisão seja mantida, a Justiça Eleitoral deverá convocar novas eleições para os cargos de prefeito e vice-prefeito.

A investigação apontou um aumento expressivo nas transferências via Pix feitas pelo prefeito Max Barbosa nos meses de agosto, setembro e outubro de 2024, além de saques significativos realizados no dia 7 de outubro, um dia após a eleição. O inquérito também revelou que o filho do prefeito, Max Filho, realizou diversas transferências de valores “redondos” durante a campanha, destoando do padrão dos meses anteriores.

Segundo a sentença, Max Filho fez transferências via Pix para eleitores, como Adelzidio Pereira, Luciano Henrique e Luiz Paulo Caetano Vieira, no valor de R$ 1,2 mil cada. Entre os beneficiários da suposta compra de votos também foram citados nomes como Reinaldo Santos da Silva, Sebastião Vieira da Silva, Ricardo Henrique da Silva, Reginaldo Pereira da Silva, José Barbosa de Godoi, Gustavo Daniel Correa dos Santos, entre outros.

A investigação identificou uma rede de aliados que intermediavam a compra de votos por meio de transferências bancárias e entrega de dinheiro em espécie. Entre os envolvidos estariam Max Pereira Barbosa Filho, Willian Pereira Barbosa, Luciano Henrique Rezende, Daniel Marinho, Arthur H. Almeida Souza, João Batista Dias, Raissa Naves Silva Laranjeira, João Paulo Ferreira Rezende, Paulinho Sousa Rezende, Fernanda da Medalha Ferreira, Lucas Nicomedes Camillo, Flávio Martins de Sousa e Huguinei Ilário.

Em depoimentos, Adelzizio Pereira Borges relatou que recebeu uma ligação no dia 29 de setembro de 2024, em que Max Filho teria oferecido R$ 1 mil imediatamente e mais R$ 1 mil após a eleição, caso Max Barbosa fosse eleito. Adelzizio recusou o pagamento parcelado, e o valor total de R$ 2 mil foi transferido na mesma ocasião.

Outra testemunha, Gustavo Daniel Correia dos Santos, disse que foi convidado por João Paulo, futuro vereador, para comparecer à sua loja, onde recebeu R$ 100 via Pix, com a promessa de mais R$ 300 caso os candidatos fossem eleitos. O valor adicional foi creditado em 12 de outubro.

Ricardo Henrique da Silva afirmou que, no dia 5 de outubro, foi abordado na praça da cidade com a proposta de retirar o adesivo do candidato adversário e substituir pelo de Max Barbosa em troca de R$ 3 mil. Ricardo recebeu uma primeira parcela de R$ 1 mil, mas, ao não receber o restante, decidiu denunciar o caso.

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