Cartilha do MPGO orienta sobre violência sexual infantojuvenil na internet

Cartilha do MPGO orienta sobre violência sexual infantojuvenil na internet

O Ministério Público de Goiás (MPGO) lançou uma cartilha inédita com o objetivo de orientar pais, educadores e responsáveis sobre os riscos da violência sexual contra crianças e adolescentes na internet. Intitulada “Violência Sexual: Como Proteger Seu Filho na Internet”, a publicação faz parte de uma ação de conscientização realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio.

Elaborado pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do MPGO, em parceria com outras áreas da instituição, o material busca chamar atenção para os perigos do ambiente digital, que, embora pareça seguro por ser acessado dentro de casa, tem se tornado um espaço público vulnerável à atuação de criminosos. Segundo o órgão, o avanço da tecnologia e o uso precoce das redes sociais ampliaram as formas de violação de direitos, tornando fundamental o diálogo e a supervisão familiar.

A cartilha apresenta informações sobre como identificar sinais de abuso, compreender as formas de violência sexual e agir diante de situações suspeitas. O texto também alerta para práticas criminosas comuns na internet, como o grooming — quando adultos se aproximam de menores com intenções sexuais —, o aliciamento por meio de jogos e redes sociais, e a chamada “sextorsão”, que consiste na chantagem e exposição de imagens íntimas.

Além de explicar os tipos de crimes previstos na legislação, o material oferece orientações práticas para que os responsáveis monitorem o comportamento digital das crianças e adolescentes, incentivando a construção de uma relação de confiança. O MPGO destaca que o acompanhamento deve ocorrer sem invasões de privacidade, mas com diálogo aberto e constante, para que os jovens se sintam seguros ao relatar situações de desconforto ou ameaça.

A iniciativa reforça a importância do engajamento da sociedade na proteção da infância e da adolescência, especialmente em tempos de hiperconectividade. A cartilha também detalha os canais de denúncia, como o Disque 100, o Conselho Tutelar e as delegacias especializadas, que devem ser acionados sempre que houver suspeita de abuso ou exploração.

Ao lançar o material, o Ministério Público de Goiás pretende fortalecer a rede de proteção e promover uma cultura de prevenção e cuidado. A mensagem central é clara: proteger crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva, e o ambiente virtual deve ser tratado com a mesma atenção e vigilância que o mundo físico.

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