A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) avaliou como positiva a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar tarifas de até 40% aplicadas sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, a medida fortalece a competitividade da indústria goiana e amplia as oportunidades para o agronegócio e a manufatura. A manifestação oficial foi divulgada nesta sexta-feira (21/11).
Apesar do avanço, a Fieg destaca que ainda existem barreiras tarifárias relevantes a serem eliminadas, especialmente sobre produtos manufaturados, e defende a continuidade das negociações para ampliar o acesso das empresas goianas ao mercado norte-americano.
Nota oficial da Fieg
Na íntegra, a instituição afirma que a retirada dos impostos punitivos representa um passo importante, mas reforça que a agenda de abertura comercial permanece necessária. A Fieg lembra que, desde o início da imposição das tarifas, atuou juntamente com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para promover o diálogo entre o setor produtivo brasileiro e o governo dos EUA, contribuindo para a retomada das relações diplomáticas e comerciais.
Para a entidade, a redução das barreiras traz alívio ao setor produtivo, reduz incertezas e fortalece a competitividade dos produtos nacionais no mercado externo. O movimento também deve beneficiar diretamente as empresas exportadoras goianas, que enfrentavam aumento artificial de custos nos EUA, o que afetava sua margem de lucro e capacidade de expansão. Com o fim das taxas, a expectativa é de melhora financeira e operacional, com potencial para novos investimentos e manutenção de empregos.
Mesmo celebrando o avanço, a Fieg ressalta que o próximo passo estratégico é a eliminação das sobretaxas que ainda incidem sobre bens industriais, como açúcar orgânico e vermiculita. Segundo a entidade, o mesmo espírito de cooperação que permitiu a retirada das tarifas atuais deve guiar novas rodadas de diálogo para beneficiar outros setores essenciais da economia brasileira.
A Federação afirma que continuará acompanhando a evolução das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, defendendo um ambiente estável, previsível e capaz de impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional — com atenção especial à indústria goiana.








