O programa IA Contra o Crime já foi implantado em 194 dos 202 municípios goianos previstos nesta etapa de expansão. O número representa mais de 90% da meta estabelecida para 2026. As oito cidades que ainda não receberam a tecnologia devem ser incluídas no sistema até dezembro.
Com a ampliação, mais de 5,3 mil câmeras de videomonitoramento serão incorporadas à estrutura, que deverá alcançar cerca de 95% da população de Goiás. A expectativa do governo é que a tecnologia contribua para a elucidação de mais de 10 mil ocorrências policiais ao longo deste ano.
Os próximos avanços do programa foram discutidos nesta segunda-feira (14/9), durante uma reunião técnica realizada em Goiânia com representantes dos comandos regionais das forças de segurança.
A plataforma utiliza inteligência artificial para analisar imagens e auxiliar na identificação de pessoas, veículos e outras características relacionadas a ocorrências. O sistema é utilizado de forma integrada pela Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Técnico-Científica.
As câmeras são instaladas em locais considerados estratégicos, definidos a partir de informações sobre as áreas com maior concentração de ocorrências criminais.
O governador Daniel Vilela destacou que a estrutura já está em funcionamento e passará por uma ampliação significativa. A intenção, segundo ele, é fazer com que a tecnologia esteja presente inicialmente nos 202 municípios previstos e, posteriormente, nas 246 cidades goianas.

Desde o início do projeto-piloto, em maio de 2025, o sistema já teria contribuído para a resolução de mais de 2,5 mil casos policiais, além de auxiliar em mais de mil prisões e na recuperação de mais de mil veículos.
A ferramenta começou a ser utilizada na região do Entorno do Distrito Federal, avançou posteriormente para a Região Metropolitana de Goiânia e, na sequência, passou a ser levada para outras regiões do Estado.
Segundo o diretor da Goiás Tecnologia (GoTech), João Grego, os resultados alcançados até agora ainda correspondem a uma quantidade de equipamentos inferior à prevista para o encerramento da atual fase de expansão. Com mais câmeras conectadas, as forças de segurança terão acesso a um volume maior de imagens para análise.
Uso da tecnologia pelas forças de segurança
Cada órgão poderá utilizar os recursos da plataforma de acordo com suas necessidades. A Polícia Civil poderá recorrer ao sistema durante investigações, enquanto a Polícia Militar terá a ferramenta como apoio na localização de suspeitos e veículos.
Já o Corpo de Bombeiros poderá utilizar as imagens para acompanhar situações relacionadas a queimadas. A Polícia Técnico-Científica também terá acesso aos dados para auxiliar na coleta e análise de informações.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, a tecnologia deve contribuir principalmente para melhorar a tomada de decisões das forças de segurança e reforçar ações que já são realizadas no Estado.
Busca por suspeitos pode partir de pequenos detalhes
Um dos recursos da plataforma é a possibilidade de realizar pesquisas mesmo quando as informações disponíveis sobre uma ocorrência são limitadas.
A inteligência artificial consegue analisar características como a cor da roupa utilizada por uma pessoa, a tonalidade de um veículo ou até mesmo detalhes específicos, como adesivos presentes em carros. Esses elementos podem ser utilizados para localizar imagens que ajudem na identificação dos envolvidos.
Outra etapa prevista é a integração de câmeras públicas e particulares ao sistema. Com isso, a quantidade de imagens disponíveis para as forças de segurança poderá aumentar, ampliando as possibilidades de prevenção, investigação e esclarecimento de crimes.
A meta do governo é que, após a conclusão da expansão para os 202 municípios, o programa avance gradualmente até alcançar todas as 246 cidades de Goiás.







